terça-feira, 16 de março de 2010

A execução - dia 3 parte 2 - De graça até injeção na testa

No fim da tarde de ontem, depois do trabalho passei no centro pra comprar mais espuma... No lugar onde eu comprei as outras latas ACABOU O ESTOQUE!!! Quando passei em uma das lojas o cara me disse que tinha, mas que tava vencida. Pedi a ele pra testar e a espuma parecia estragada... Tinha uma consistência de chiclete derretido. Fui devolver e ele me disse que ficasse com ela. Bem, de graça até injeção na testa.

Guardei a lata e comprei mais duas. Ao chegar na casa de Seu assis percebi que a espuma tinha crescido bem, e que as três latas que eu havia usado (eu mencionei que após ter a ideia do isoporeu ainda gastei mais uma lata?) aparentemente haviam sido o bastante pra concluir aquele lado.

Durante a tarde eu vi alguns vídeos no youtube sobre o trabalho e a aplicação dessa espuma e percebi que estava usando força demais ao pressionar a válvula. A espuma saía com muita força e não dava pra espalhar direito. Percebi que se eu apertar devagarinho, dá pra controlar melhor a aplicação da espuma e ela rende bem mais.

Apliquei um pouco da espuma vencida no chão pra ver se ela endurecia enquanto eu trabalhava com as duas novas

Usando o isopor pra fazer volume desde o início, e aplicando de forma mais controlada a espuma, consegui preencher o outro lado com apenas duas latas.

Ao terminar de aplicar, percebi que a espuma vencida havia endurecido bem. A unica diferença é que devido à sua consistencia mais... digamos cremosa, ela havia ficado com uma aparencia mais uniforme. Além disso, havia ficado ligeiramente mais macia do que a outra. Resolvi usa-la para preencher a parte das costas que ainda necessitava preenchimento.

Cerca de 40 minutos depois fui testar e a espuma funcionou! Não ficou tão compacta quando a outra, até mesmo porque ela não se expandiu tanto, mas rendeu bastante pela sua consistência e ocupou um bom volume.

Usei a ultima lata para fazer retoques na parte das costas e no outro lado. Quando terminamos, percebos que está quase completa. Só vamos precisar de mais alguns retoques.

Inicialmente eu havia pensado em usar massa plástica, aquela que o pessoal usa pra remendar carroceria de carros. Tanto que ao comprar as quatro latinhas de espuma de meio dia, eu havia comprado também uma lata dessa massa. Só que Seu Assis me recomendou que não usasse esse material por ele ser MUITO tóxico, MUITO volátil (deixar um cheiro muito forte no ambiente) e endurecer MUITO, ficando quase impossível de remover depois. Pensamos e resolvemos usar massa de vidraceiro no lugar da massa plástica. De meio dia hoje vou dar uma procurada por esse material.

Também havíamos decidido comprar mais uma lata (seria a décima... 8 compradas e uma "ganhada") de espuma, mas hoje eu estava pensando, talvez seja interessante usar outro material

Existe um tipo de espuma de poliuretano chamado "poliuretano A+B". São dois monômeros que ao serem misturados geram um polímero. Na prática é a mesma espuma que tem nas latinhas, só que em forma líquida. É bem mais barato (pelo preço de 2 latinhas (1kg) eu compro 2 kg do líquido (1kg de cada)) rende infinitamente mais e pode atender minha necessidade ainda melhor!



O grande problema desse tipo de poliuretano é que ele só se expande em locais fechados. Digamos, você põe ele num copo e ele vai crescendo até preencher todo o copo. Se ele não estiver em um local restrito, ele escorre e cresce somente para os lados.

Só que como estou agora na fase de retoques, só faltam preencher pequenos buracos. Nesses buracos acredito que o poiluretano A+B pode se expandir tranquilamente, além de quê vai dar uma superfície muito mais "lisinha" e já quase pronta.

Além disso tem outra coisa: Eu vou precisar desse tipo de espuma para fazer algumas outras peças (a broca, o cilindro e talvez as botas) então já fica o material à disposição.

Vou conversar com Seu assis e se for o caso já compro na hora do almoço.

Um comentário:

  1. Molde!!! E Fechado... O negócio é achar algo que caiba o "gran projetto".

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